O pouco da história:
O Cistus (Quinta do Vale da Perdiz) é daqueles vinhos do Douro Superior feitos com uma ideia muito clara: boa relação qualidade/preço e um perfil que agrade à mesa. É um tinto acessível no estilo, frutado, equilibrado e pronto a beber, com um toque de madeira bem doseado para dar volume sem pesar.
O essencial em 20 segundos:
Marca/Produtor: Quinta do Vale da Perdiz (vinificado na Quinta do Reboredo, Torre de Moncorvo)
Região: Douro Superior (Portugal)
Tipo: vinho tinto
Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Tinta Roriz; Tinta Barroca
Estilo: tinto leve/frutado, de consumo imediato
Álcool: 14,5%
Estágio: ~40% do lote em carvalho francês e americano (2º e 3º ano)
Enólogo: Manuel Angel Areal Freitas
Produção: ~300.000 garrafas
Serviço: 16–18 ºC
Um pouco de contexto (mais humano):
A Quinta do Vale da Perdiz é um projeto familiar com história na vinha desde 1989 e foco assumido no binómio qualidade/preço. Os Cistus nascem de uvas do Douro Superior, em grande parte de vinhas da própria família (cerca de 50 ha repartidos por seis quintas), o que ajuda a explicar a consistência e a escala do vinho.
Como eu serviria:
Temperatura: 16–18 ºC (se estiver muito quente, o álcool pode sobressair)
Arejar: 10–20 min no copo para o aroma abrir e o toque abaunilhado ficar mais integrado
Copo: tinto de bojo médio
Notas de prova em linguagem simples:
Com base na nota de prova publicada pelo produtor (27 Maio 2024):
No copo: cor rubi.
No aroma: frutos maduros com toque abaunilhado (compatível com a parte do lote que passa por barrica).
Na boca: paladar frutado, boa acidez e conjunto muito equilibrado.
Estilo geral: vinho direto, gastronómico, fácil de gostar.
Para quem é:
Para quem quer um Douro Superior frutado e equilibrado, sem complicações, para abrir durante a semana ou em jantares informais.
- Se procuras um vinho muito concentrado, com madeira marcada e perfil “reserva”, este tende a ser mais leve e imediato.
Harmonização:
Carnes grelhadas (bife, febras, hamburguer artesanal)
Frango assado e pratos de forno
Massas com molho de carne
Petiscos (enchidos, tábuas)
- Queijos de intensidade média
Veredito pessoal:
O Cistus encaixa bem na categoria “vinho de mesa com bom senso”: fruta, acidez e equilíbrio, com madeira discreta a dar uma nota mais cremosa/abaunilhada sem dominar.
Prémios e referências:
Várias colheitas distinguidas como “Melhor Compra” pela Revista WINE (2004–2008) e Vinalies Internationales 2007 – Medalha de Prata (colheita 2004).
Pontuações/reviews existem em plataformas e publicações (ex.: Wine Spectator, Revista de Vinhos), mas o mais útil aqui é o perfil no copo e a versatilidade à mesa.

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