Este branco da Félix Rocha, feito com as raras castas Vital e Jampal (Lisboa/Alenquer), tem um perfil que me convence logo pela acidez e pela tensão. É um vinho com corpo mais cheio, mas muito bem equilibrado por uma frescura vibrante. No copo mostra cor amarelo citrino com tonalidade esverdeada e um lado mineral/salino bem evidente, daqueles que pedem mesa, sobretudo peixe.
O essencial em 20 segundos
- Região: Portugal / Lisboa / Alenquer
- Tipo: Branco
- Estilo: fresco, tenso, mineral e gastronómico
- Corpo: médio a cheio
- Acidez: vibrante
- Melhor com: peixe grelhado ou assado, especialmente peixe mais gordo
- Quando abrir: quando quiser um branco com acidez e corpo em bom equilíbrio
Como se comporta no copo
- Aroma: fruta de pomar (maçã, marmelo, pera), toque tropical e citrino, floral (flor de laranjeira) e mineral marcado.
- Boca: volume e textura macia, com frescura, tensão e presença salina bem integrada.
- Sensação geral: elegante, muito vivo, com final longo e persistente.
Para quem é
- Para quem gosta de brancos com acidez e tensão, mas sem perder volume e textura.
- Se procuras um branco muito simples e só frutado, este é mais mineral e gastronómico.
Com o que eu harmonizava
- Robalo grelhado ou assado
- Dourada
- Salmão
- Garoupa
- Peixe no forno com boa gordura
Veredito pessoal
Um branco de Lisboa diferente e muito bem conseguido, com mineralidade salina, acidez vibrante e final longo. Um ótimo exemplo do potencial do Vital e do Jampal.

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