Há rosés que são só “verão e piscina”. O Redoma Rosé vai por outra estrada: é um rosé sério, com complexidade, feito para mesa e para quem gosta de vinho com camadas. A cor já dá pista do estilo — um tom de casca de cebola brilhante, muito a lembrar um Provence Rosé clássico — e depois aparece aquela assinatura Niepoort: tensão, detalhe e um lado gastronómico muito claro. O facto de ser fermentado em barrica e vir de vinhas velhas muda tudo: aqui não se procura doçura nem exuberância fácil; procura-se textura, profundidade e um final seco que pede comida.
O essencial em 20 segundos:
- Região: Douro
- Tipo: Rosé
- Estilo: sério, complexo, gastronómico, seco
- Corpo: leve a médio (com mais estrutura do que a maioria dos rosés)
- Taninos: mínimos, mas com textura e “agarre” de barrica a dar forma
- Melhor com: ostras, peixe no forno, aves, pratos vegetarianos com tubérculos, pratos com queijo
- Quando abrir:imediato (mas com calma: é daqueles que beneficia de copo e atenção)
Como se comporta no copo:
- Aroma: delicado e ao mesmo tempo cheio de pormenor: violeta, frutos vermelhos, ruibarbo e, a seguir, uma nota mais séria de noz e fruto seco, vinda da fermentação em barricas novas de carvalho francês. Não é madeira “pesada”; é mais um tempero que acrescenta complexidade.
- Boca: boa acidez, estrutura leve mas bem desenhada, e um vinho que se comporta quase como um cruzamento entre estilos: tem a frescura de um branco e, ao mesmo tempo, um bocadinho da complexidade e estrutura de um tinto.
- Sensação geral: final seco e picante, daqueles que limpam o palato e fazem querer outra garfada. É rosé para comer, não só para “matar a sede”.
Para quem é:
- Para quem gosta de rosé sem doçura, com final seco e personalidade.
- Para quem aprecia vinhos com algum trabalho de adega (aqui, fermentação espontânea em barrica e estágio) e um perfil mais “adulto”.
- Se procuras um rosé muito frutado, óbvio, super aromático e simples, este pode parecer mais exigente — mas é precisamente aí que está a graça.
Com o que eu harmonizava:
- Ostras (a acidez e o final seco encaixam como uma luva)
- Peixe no forno (um rosé que aguenta a intensidade do prato)
- Aves e carnes brancas (frango assado, peru, porco mais leve)
- Vegetariano com tubérculos (nabo, batata-doce, beterraba): a textura do vinho acompanha muito bem
- Salada César (especialmente se tiver bom parmesão)
- Pratos com queijo (queijos de média intensidade, onde a barrica e a acidez brilham)
Veredito pessoal:
O Redoma Rosé é daqueles vinhos que provam um ponto: rosé também pode ser vinho a sério. Elegante na cor, complexo no nariz, e na boca com acidez e um final seco, picante e muito gastronómico. Servido a 10º–12ºC, para mim, é mais “mesa e prato” do que “copo distraído”.
Serviço: 10º–12ºCTeor alcoólico: 12,4%
Alergénios: contém sulfitos

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