O Dão tem um talento raro para a elegância, e este rosé encaixa bem nessa ideia: mais fino e gastronómico do que exuberante. Vem da mão do Álvaro Castro (Quinta da Pellada), um nome incontornável na região, e nasce num cenário que ajuda muito ao estilo: o Dão, protegido por Buçaco, Caramulo e Serra da Estrela, consegue dar vinhos com frescura natural e um lado muito “arrumado”. É um rosé para quem gosta de delicadeza, mas sem ser apagado: seco, fresco e com vocação clara para mesa.
O essencial em 20 segundos:
- Região: Dão
- Tipo: Rosé (colheita 2023)
- Estilo: seco, fresco, elegante, de mesa
- Corpo: leve a médio (mais firme do que cremoso)
- Taninos: discretos (o suficiente para dar estrutura sem secar a boca)
- Melhor com: comida leve e petiscos; ótimo com peixe, marisco e pratos de verão
- Quando abrir: já, enquanto está novo e cheio de energia
Como se comporta no copo:
- Aroma: tende para um registo de fruta vermelha contida e notas mais frescas do que doces. Nada de perfume exagerado; é mais elegante e “limpo”.
- Boca: mostra o lado típico do Dão quando está bem feito: frescura, equilíbrio e uma prova muito fácil de levar à mesa. As castas tintas (Alfrocheiro, Baga, Jaen e Tinta Roriz) costumam trazer estrutura e definição, sem transformar o vinho num “tinto disfarçado”.
- Sensação geral: rosé sério, com boa precisão. Daqueles que se bebe bem a solo, mas que cresce com um prato ao lado.
Para quem é:
- Para quem procura rosé seco e elegante, mais gastronómico do que “frutadão”.
- Para quem gosta do estilo do Dão: vinhos com frescura natural e equilíbrio.
- Se o teu rosé ideal é muito perfumado, muito doce ou super redondo, este pode parecer mais contido e “adulto”.
Com o que eu harmonizava:
- Peixe grelhado (robalo, dourada) com limão e azeite
- Marisco e pratos simples de mar (camarão, amêijoa, saladas de polvo)
- Saladas de verão (com frango, atum, ovo, queijo fresco)
- Sushi (especialmente peças mais delicadas)
- Petiscos: conservas boas, presunto menos curado, tábuas leves e queijos suaves
Veredito pessoal:
Um rosé do Dão com assinatura de quem sabe o que está a fazer: fresco, seco e elegante, com aquela sobriedade boa que não cansa e que pede comida. Para mim, é daqueles rosés que brilham quando servidos bem frios (6–10ºC) e numa mesa simples — peixe, marisco e conversa.
Serviço: 6–10ºC
Teor alcoólico: 12,5%
Castas: Alfrocheiro, Baga, Jaen, Tinta Roriz
Alergénios: contém sulfitos

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