Soalheiro Mineral Rosé

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Há rosés que vivem muito da doçura e daquele lado “fofinho”. Este, para mim, vai no sentido contrário: é um rosé de perfil leve e seco, com uma frescura muito evidente e uma mineralidade que lhe dá seriedade. A cor é rosa clara e delicada, e o conjunto tem uma elegância que o coloca mais perto do estilo do Sul de França do que do rosé óbvio de verão.

O essencial em 20 segundos:

  • Região: Monção e Melgaço (Vinho Verde)
  • Tipo: Rosé
  • Estilo: leve, seco, mineral, elegante
  • Corpo: leve a médio (mais “tenso” do que cremoso)
  • Taninos: praticamente impercetíveis (o foco é frescura e textura)
  • Melhor com: aperitivo e pratos leves (peixe, marisco, saladas, sushi)
  • Quando abrir:imediato (para beber já, bem fresco)

Como se comporta no copo:

  • Aroma: fruta de perfil delicado (a lembrar frutos vermelhos finos) com uma sensação muito fresca e limpa. Não é um rosé perfumado em excesso; é mais contido e elegante.
  • Boca: entra com acidez viva, mostrando um lado intenso e mineral que segura o vinho do início ao fim. Nota-se a ideia de rosé “seco a sério”, sem doçura a arredondar.
  • Sensação geral: rosé com nervo e persistência, pensado para dar prazer, mas também para acompanhar comida. O Alvarinho traz energia e frescura; o Pinot Noir acrescenta persistência e um toque mais aromático e refinado.

Para quem é:

  • Para quem gosta de rosé seco, fresco e com mineralidade, sem cair no lado doce e macio que aparece em muitos rosés.
  • Para quem aprecia vinhos com teor alcoólico moderado (aqui, 12,5%) e com um registo mais gastronómico.
  • Se procuras um rosé super frutado, muito “redondo” e fácil pelo açúcar, este pode parecer mais sério e mais direto.

Com o que eu harmonizava:

  • Marisco (camarão, amêijoa, percebes): a mineralidade e a acidez fazem o trabalho todo
  • Sushi e sashimi (especialmente peças mais limpas e peixe branco)
  • Peixe grelhado ou no forno em versões leves (robalo, dourada)
  • Saladas com proteína (frango, atum, queijo fresco) e vinagrete mais cítrico
  • Entradas e petiscos de verão (tártaro de peixe, ceviche mais suave, legumes grelhados)

Veredito pessoal:

Um rosé diferente do “rosé para agradar a toda a gente” pela doçura: é mais no registo mineral, elegante e seco, com frescura a sério e boa persistência. Para mim, brilha quando é servido bem frio (8º–10º) e com comida leve em cima da mesa — daqueles vinhos que não gritam, mas ficam na memória.

Serviço: 8º–10º
Teor alcoólico: 12,5%
Alergénios: contém sulfitos

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