
Um pouco de história:
O Somontes Reserva 1990 traz aquele encanto raro dos vinhos com história. A Casa da Passarella, com raízes no século XIX e um renascimento marcante no Dão, voltou a colocar estas vinhas no mapa com rigor e uma ambição clara: fazer vinhos sérios, com identidade. Esta garrafa em particular carrega também o peso (bom) de uma colheita antiga, daquelas que pedem momento, atenção e mesa.
O essencial em 20 segundos:
- Nome: Casa da Passarella Somontes Reserva
- Ano/Colheita: 1990
- Região: Portugal / Dão
- Tipo: Vinho tinto
- Produtor: Casa da Passarella
- Teor alcoólico: 13%
- Garrafa: 75 cl
- Serviço: 12–18 ºC
- Alérgenos: contém sulfitos
- Nota: imagem meramente ilustrativa (conforme a informação do produto)
Um pouco de contexto:
Há casas que parecem adormecer durante anos e depois voltam com força. A Passarella é um desses casos: uma história longa, um período de esquecimento e um regresso com gente dedicada e de bom gosto. O resultado tem sido um arranque muito forte, com vinhos consistentes e cheios de caráter no Dão — e o Somontes é um nome que ajuda a contar essa história.
Como eu serviria (para uma colheita de 1990):
- Temperatura: 15–16 ºC (dentro do intervalo, tende a favorecer elegância)
- Abertura e ar: abrir com antecedência e ir provando; em vinhos muito antigos, eu evitaria decantação “agressiva” e preferiria arejar com calma no copo.
- Copo: bojo médio, para não “explodir” álcool e para respeitar aromas mais delicados.
Notas de prova em linguagem simples:
Como não tenho notas de prova específicas deste lote/garrafa, deixo um retrato honesto do que normalmente se procura num tinto do Dão com esta idade:
- No aroma: tende a trocar fruta por notas de evolução (folha seca, especiaria, madeira bem integrada, algum lado terroso).
- Na boca: mais importante do que potência é o equilíbrio: textura fina, acidez ainda viva se a garrafa estiver boa, final elegante.
- O que observar: nível do vinho, estado da rolha, e se o aroma está limpo (sem sinais de oxidação excessiva).
Para quem é:
- Para quem gosta de vinhos com evolução, história e perfil mais elegante do que musculado.
- Não é a melhor escolha para quem procura fruta primária e intensidade “jovem”.
Harmonização:
- Cabrito assado (clássico com Dão mais evoluído)
- Vitela assada ou estufados
- Caça de pena (quando possível)
- Cogumelos e pratos de forno
- Queijos curados (sem serem excessivamente picantes)
Veredito pessoal:
Um vinho que vale tanto pelo copo como pela narrativa: Dão, tradição e renascimento. Se a garrafa estiver bem conservada, pode dar uma experiência muito especial e diferente dos tintos atuais.
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