Outeiro da Águia Tinto (Alentejo)

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Pequena introdução (história / memória):

Quando começa a arrefecer no Douro, sabe bem ter um licor “de conforto” guardado no armário, pronto para sair quando chegam visitas ou quando o jantar termina com conversa demorada. O licor de romã tem essa magia: cor intensa, aroma frutado e um sabor entre o doce e o ligeiramente ácido. É daqueles licores que ficam bonitos na garrafa e ainda mais bonitos no copinho, à luz da cozinha.

Há tintos alentejanos que apostam em potência e fruta madura; outros preferem equilíbrio e mesa. O Outeiro da Águia entra, para mim, no perfil clássico do sul: cor carregada, fruta madura, especiaria e uma prova confortável, daquelas que funciona bem com pratos portugueses mais intensos.


O essencial em 20 segundos:

  • Região: Portugal / Alentejo

  • Produtor (vinícola): Herdade do Meio

  • Tipo: Vinho tinto

  • Castas: Trincadeira; Alicante Bouschet; Aragonez

  • Teor alcoólico: 14%

  • Estilo: tinto do sul de Portugal (encorpado, caloroso, gastronómico)

  • Melhor ocasião: jantar, carne, petiscos mais “fortes”

  • Alérgenos: contém sulfitos

Como eu serviria:

  • Temperatura: 16–18 ºC (se estiver muito quente, perde frescura)

  • Arejar: 10–20 min no copo já ajuda a abrir aromas

  • Copo: tinto de bojo médio/grande

Notas de prova em linguagem simples:

  • No copo: cor rubi profunda, com aspeto concentrado.

  • No aroma: fruta madura (ameixa/ameixa preta), toque de especiaria e um lado “terroso” típico de alguns Alentejos.

  • Na boca: corpo médio a cheio, sensação macia, com taninos presentes mas geralmente redondos. O álcool (14%) pode aparecer como calor se servido demasiado quente.

  • Final: médio, com fruta madura e especiaria a ficar.(Se quiseres que fique 100% fiel ao que provaste, diz-me o que sentiste no aroma e na boca e eu ajusto.)

Para quem é:

  • Para quem gosta de tintos macios, frutados e com presença, bons para comida.

  • Se preferes tintos muito leves, de alta acidez e baixo álcool, pode não ser o teu estilo.

Harmonização:

  • Carne de porco à alentejana (o corpo e a fruta aguentam bem o prato)

  • Ensopado de borrego ou borrego assado

  • Entrecosto no forno ou grelhados mais gordos

  • Feijoada / pratos de panela

  • Queijos de média a maior intensidade (curados, amanteigados)

Veredito pessoal:

  • Um tinto alentejano de perfil seguro: fruta madura, corpo e “conforto”, ideal para mesa e para refeições mais ricas.


1 comentário:

  1. Acompanhei o almoço de hoje (2020-04-19) com uma garrafa deste precioso vinho (colheita 2004). Talvez por ter estado bem guardado, apesar dos seus 16 anos, demonstrou ser um óptimo vinho de qualidade superior. Deus dê muita saúde e bênçãos a quem contribuiu para este tão agradável momento. JG

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