domingo, 4 de janeiro de 2026

Licor de Romã Caseiro

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Pequena introdução (história / memória)

Quando começa a arrefecer no Douro, sabe bem ter um licor “de conforto” guardado no armário, pronto para sair quando chegam visitas ou quando o jantar termina com conversa demorada. O licor de romã tem essa magia: cor intensa, aroma frutado e um sabor entre o doce e o ligeiramente ácido. É daqueles licores que ficam bonitos na garrafa e ainda mais bonitos no copinho, à luz da cozinha.

Papas de Moado da Figueira da Foz

 

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Introdução:

Há doces que não precisam de enfeites para conquistar. As Papas de Moado, típicas da Figueira da Foz, são um desses tesouros simples: um creme quente, suave, com cheiro a canela e aquele conforto de receita antiga feita devagar. No Douro, onde também se respeita a cozinha de tacho e colher de pau, estas papas encaixam lindamente num blogue de tradições — porque o que é bom, viaja e fica.


Um pouco da história sobre a receita:

As papas fazem parte do receituário popular português há séculos: comida de sustento, de dias frios e de famílias grandes, sempre feita com o que havia em casa. Na Figueira da Foz, o “moado” está ligado à farinha moída (muitas vezes farinha de trigo), que engrossa o creme e lhe dá aquela textura lembrada por tanta gente da infância. Servidas em tigelas, polvilhadas com canela, eram (e são) presença em casas, festas simples e mesas de família, passando de geração em geração.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Papas de S. Tiago

 

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Introdução:

Há sobremesas que parecem simples… até se provar a primeira colherada. As Papas de S. Tiago são daquelas receitas antigas, cremosas e perfumadas, que sabem a festa de aldeia e a mesa posta com calma. No Douro, onde as receitas de colher e tacho têm lugar cativo, estas papas entram como um clássico reconfortante: fáceis de fazer, económicas e perfeitas para servir mornas, com canela por cima.


Um pouco da história sobre a receita:

As Papas de S. Tiago aparecem em Portugal ligadas a tradição religiosa e popular, muitas vezes associadas a celebrações e a dias de devoção a São Tiago. Como acontece com muitas “papas” tradicionais, a base é humilde e inteligente: leite (ou água e leite), farinha para engrossar e açúcar para adoçar, com canela e limão a dar aquele toque aromático que transforma o simples em memorável. São receitas de memória, passadas de boca em boca, que sobrevivem porque resultam sempre e porque sabem a casa.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Pão de Rala

 

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Introdução:

Há doces que não precisam de muito para impressionar: basta um corte e já se vê a textura húmida, dourada e cheia de amêndoa. O Pão de Rala é exatamente isso — um clássico da doçaria portuguesa, com sabor rico e perfume de canela, perfeito para servir em fatias finas, como se manda, acompanhado por um café ou por um vinho generoso do Douro.


Um pouco da história sobre a receita:

O Pão de Rala é um doce conventual associado a Évora, criado em contexto monástico, numa época em que as gemas sobravam (as claras eram usadas para engomar roupas e outras tarefas) e a amêndoa era rainha na doçaria. Com o tempo, saiu dos conventos para as mesas de festa, tornando-se presença habitual em celebrações, romarias e épocas especiais. No Douro, encaixa como uma luva: é daqueles doces “de respeito”, ideal para partilhar em família e honrar a tradição.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Licor de Pêssego Caseiro

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Pequena introdução (história / memória)

Este licor de pêssego é daqueles que sabe a fruta madura acabada de apanhar, com cheiro doce e cor bonita na garrafa. Cá em casa faz-se quando o pêssego está no ponto e há vontade de “guardar o verão” para mais tarde. No Douro, é um mimo para receber visitas, para oferecer numa garrafinha bem apresentada, ou para servir no fim de um almoço de domingo, com a conversa a correr devagar.