quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Licor de Pêssego Caseiro

licor-de-pessego

Pequena introdução (história / memória)

Este licor de pêssego é daqueles que sabe a fruta madura acabada de apanhar, com cheiro doce e cor bonita na garrafa. Cá em casa faz-se quando o pêssego está no ponto e há vontade de “guardar o verão” para mais tarde. No Douro, é um mimo para receber visitas, para oferecer numa garrafinha bem apresentada, ou para servir no fim de um almoço de domingo, com a conversa a correr devagar.

Migas de Batata-Doce com Toucinho

 

migas-de-batata-doce-com-toucinho-e-ovo

Introdução:

Há pratos que sabem a casa, a lareira acesa e a conversa demorada à mesa. As Migas de Batata-Doce com Toucinho e Ovo são assim: simples, cheias de sabor e perfeitas para aproveitar o que há na despensa. No Douro, onde a batata-doce aparece em muitas cozinhas e o toucinho dá aquele toque “bem português”, esta receita é puro conforto — ideal para um almoço de inverno ou um jantar rápido, mas especial.


Um pouco da história sobre a receita:

As migas, em Portugal, nasceram da cozinha de aproveitamento: pão duro, sobras, legumes e gordura boa para dar sustento. Com o tempo, foram ganhando versões regionais, adaptadas ao que a terra dava. A batata-doce, muito usada em várias zonas do país, entra aqui como base macia e naturalmente adocicada, equilibrando lindamente o salgado do toucinho. E o ovo, por cima, é o final feliz: liga tudo e transforma um prato humilde numa refeição completa.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Doce Fino de Ovos

 

doce-fino-de-ovos

Introdução:

Há doces que parecem feitos para ocasiões especiais — e o Doce Fino de Ovos é exatamente isso. Brilhante, macio e com um sabor intenso a gema e açúcar no ponto, é daqueles clássicos que enchem a cozinha de perfume doce e a mesa de elegância. No Douro, combina na perfeição com uma fatia de pão-de-ló, com uma rabanada simples, ou até como recheio de bolos de festa… e, claro, com um cálice de vinho generoso.


Um pouco da história sobre a receita:

O Doce Fino de Ovos faz parte do coração da doçaria tradicional portuguesa, muito ligado às receitas conventuais, onde as gemas eram aproveitadas ao máximo. Ao longo do tempo, passou das cozinhas dos conventos para as casas e pastelarias, tornando-se base para inúmeras sobremesas: recheios, coberturas, fios de ovos, papos de anjo, toucinho-do-céu e muito mais. É um doce “mãe” — simples na lista de ingredientes, mas exigente no ponto e na mão, como as melhores tradições.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Licor de Figo Seco Caseiro

licor-figo-seco-caseiro

Pequena introdução (história / memória)

Este é daqueles licores que cheiram a inverno e a despensa bem composta. O licor de figo seco lembra as frutas guardadas para os meses frios, quando a conversa se estica à mesa e há sempre alguém que pede “só mais um bocadinho no copinho”. No Douro, fica perfeito para acompanhar um doce de colher, um queijo curado ou simplesmente um café bem tirado. É simples de fazer, mas tem um sabor profundo e aconchegante.

Barriga de Freira de Lamego

 

barriga-de-freira-de-lamego

Introdução:

Em Lamego, a doçaria não é só sobremesa — é património, é festa, é aquele momento em que a mesa fica em silêncio por uns segundos porque toda a gente está ocupada a saborear. A Barriga de Freira é um desses doces: cremosa, dourada, com amêndoa e canela, e com aquela intensidade típica da doçaria conventual portuguesa. Um doce para servir em fatias pequenas… mas com impacto grande.


Um pouco da história sobre a receita:

A Barriga de Freira é um doce ligado à tradição conventual de Lamego, nascido num tempo em que as gemas eram ouro e o açúcar era celebrado. Muitas receitas surgiram nos conventos e mosteiros, onde as claras eram usadas para engomar e clarificar, sobrando gemas para criar sobremesas ricas e duradouras. Em Lamego, cidade de tradição e romarias, estes doces foram passando das cozinhas fechadas para as vitrines das pastelarias e para as mesas de família, tornando-se símbolo de identidade local.