O Papa Figos Rosé 2023 é um vinho que carrega no nome uma história duriense e no copo a elegância inconfundível da Casa Ferreirinha. A Casa Ferreirinha, herdeira do legado da lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira — a mulher mais poderosa do Douro do século XIX — é sinónimo de excelência e tradição. E o Papa Figos é a sua proposta mais democrática e acessível, sem abrir mão da qualidade que define a marca. Com 86 pontos na Revista de Vinhos e 16 pontos na Vinho Grandes Escolhas, este rosé de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca conquista por um nariz de boa vivacidade e intensidade — frutos vermelhos maduros, doce, floral e resinoso — e por uma boca com bom volume, acidez refrescante e um final muito elegante. Com 13% de álcool e um pH de 3,2 que garante frescura e vivacidade, o Papa Figos é o rosé da Casa Ferreirinha que prova que acessibilidade e elegância podem coexistir.
O essencial em 20 segundos:
- Região: Douro, Portugal
- Tipo: Vinho Rosé
- Produtor: Casa Ferreirinha
- Estilo: vivaz, frutado, floral, com volume e final elegante
- Corpo: médio
- Graduação: 13%
- Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca
- Melhor com: aperitivos, peixe, marisco, saladas, massas e carnes brancas
- Quando abrir: quando quiser um rosé elegante com a assinatura de uma das mais icónicas casas do Douro
A história por trás do rótulo:
A Casa Ferreirinha é muito mais do que uma marca de vinhos — é uma instituição do Douro. O seu nome presta homenagem a Dona Antónia Adelaide Ferreira, nascida em 1811, que se tornou a figura feminina mais poderosa e influente da história vinícola portuguesa. À frente de um vasto império de quintas no Douro, resistiu a crises, epidemias e adversidades com uma resiliência que lhe valeu o carinhoso apelido de "Ferreirinha". O seu legado vive em cada garrafa da marca — da Barca Velha, o mais icónico vinho português, ao Papa Figos, o mais acessível e quotidiano. O nome Papa Figos é uma referência ao pintassilgo — o pássaro conhecido por comer figos — que habita as vinhas do Douro e que representa a alegria e a vivacidade desta região. A vinificação segue os princípios que definem a Casa Ferreirinha: rigor, respeito pelas castas e atenção ao tempo de contacto das películas com o líquido para obter a cor, a estrutura e os aromas certos. Com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, três das castas mais nobres do Douro, o Papa Figos Rosé é um vinho que honra o terroir sem complicar o prazer.
Como se comporta no copo:
- Cor: rosa vivo e expressivo — a cor de um rosé feito com convicção e castas de carácter.
- Aroma: boa vivacidade e intensidade, com notas de frutos vermelhos maduros, um toque doce, notas florais elegantes e um apontamento resinoso que trai a origem duriense. Um nariz rico e multifacetado que surpreende pela complexidade.
- Boca: bom volume com acidez refrescante que mantém tudo equilibrado e convidativo. As notas de frutos vermelhos que se sentiam no nariz confirmam-se em boca com elegância. Final muito elegante — aquele tipo de final que nos faz voltar ao copo.
- Sensação geral: um rosé com mais corpo e complexidade do que a maioria — o volume em boca e o final elegante revelam a origem nobre das castas e o cuidado da vinificação.
Para quem é:
- Para quem quer a elegância da Casa Ferreirinha num rosé acessível — aqui a assinatura da marca está presente em cada detalhe.
- Para quem aprecia rosés com volume e complexidade aromática — o Papa Figos não é um rosé simples, tem carácter e personalidade.
- Para quem valoriza a história e o legado por trás de um vinho — a Ferreirinha não é uma marca, é uma herança viva.
- Para quem quer um rosé verdadeiramente versátil — funciona como aperitivo, com peixe, marisco, saladas, massas e carnes brancas.
- Se procura um rosé muito leve e sem expressão, o Papa Figos tem mais volume e complexidade do que a maioria — e isso é exatamente o que o distingue.
Com o que eu harmonizava:
- Camarão grelhado com alho, limão e salsa
- Salada de polvo com pimento e vinagrete de laranja
- Dourada assada com legumes mediterrânicos
- Massas com molho de marisco e toque de limão
- Salada de frango com manga e molho de mel e mostarda
- Tapas variadas — queijinhos, pataniscas e croquetes
- Pizza de salmão com cream cheese e aneto
- Aperitivo — sozinho, muito fresco, ao final de um dia no Douro
Ficha rápida:
- Produtor: Casa Ferreirinha
- Marca: Papa Figos
- Colheita: 2023
- Tipo: Vinho Rosé
- Região: Douro
- Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca
- Volume: 750 ml
- Álcool: 13%
- Vinificação: tempo de contacto controlado das películas com o mosto
- Temperatura de serviço: 8°C a 10°C
- pH: 3,2
- Acidez total: 5,8
- Energia: 75 Kcal / 314 KJ por 100 ml
- Açúcares: 0,1 g por 100 ml
- Alergénios: contém sulfitos
- Prémios: 86 pts Revista de Vinhos · 16 pts Vinho Grandes Escolhas
Veredito pessoal:
O Papa Figos Rosé 2023 é a prova de que a Casa Ferreirinha sabe fazer bem em todas as gamas — dos vinhos icónicos e de culto ao rosé do dia a dia. O que distingue este vinho da concorrência não é apenas a marca, mas o que está no copo: um rosé com vivacidade aromática genuína, onde os frutos vermelhos maduros, as notas florais e o apontamento resinoso criam um nariz rico e interessante. Em boca, o volume e a acidez refrescante são os protagonistas de uma experiência que culmina num final muito elegante — e é nesse final que a assinatura da Ferreirinha se faz sentir. Não é um rosé para beber distraidamente — merece atenção e recompensa-a. Com 86 pontos na Revista de Vinhos e um preço que permite beber sem culpa, o Papa Figos é o rosé que escolhemos quando queremos qualidade com história. Dona Antónia aprovaria.
Perguntas frequentes sobre este vinho: ❓
Quem é a Casa Ferreirinha e qual a sua história?
A Casa Ferreirinha é uma das marcas mais icónicas do Douro, herdeira do legado de Dona Antónia Adelaide Ferreira (1811-1896), a mulher mais influente da história vinícola portuguesa. Proprietária de um vasto império de quintas no Douro, resistiu a crises e adversidades com uma resiliência lendária. O seu legado vive em vinhos como a Barca Velha, o mais icónico vinho português, e o Papa Figos, o mais acessível e quotidiano.
Porque é que se chama Papa Figos?
Papa Figos é uma referência ao pintassilgo — o pássaro conhecido por comer figos — que habita as vinhas do Douro. O nome evoca a alegria, a vivacidade e a ligação à natureza duriense. É um nome que reflete o carácter descontraído e imediato deste rosé, sem perder a elegância que define a Casa Ferreirinha.
A que temperatura devo servir o Papa Figos Rosé 2023?
Recomenda-se servir entre 8°C e 10°C. A esta temperatura, o nariz vivaz de frutos vermelhos maduros, notas florais e resinosas expressa-se plenamente e a acidez refrescante mantém o vinho convidativo e elegante. Retire do frigorífico uns minutos antes de servir.
Quais são as castas deste rosé e o que cada uma contribui?
O blend inclui três castas nobres do Douro: Touriga Nacional (intensidade aromática, notas florais e estrutura), Tinta Roriz (corpo, notas de frutos vermelhos e acidez) e Touriga Franca (elegância, frescura e aromas frutados). Juntas criam um rosé com volume, vivacidade e um final muito elegante que é a assinatura da Casa Ferreirinha.
Como é que o tempo de contacto das películas influencia este rosé?
Num rosé, o tempo de contacto entre as películas das uvas tintas e o mosto determina a cor, a estrutura e parte dos aromas do vinho. Um contacto mais curto resulta em cores mais pálidas e rosés mais ligeiros, enquanto um contacto mais prolongado extrai mais cor, corpo e complexidade. A Casa Ferreirinha controla cuidadosamente este tempo para obter o perfil desejado no Papa Figos.
O Papa Figos Rosé 2023 é mesmo seco?
Sim, é genuinamente seco. Com apenas 0,1 g de açúcares por 100 ml e um pH de 3,2, é um rosé seco com boa acidez. As notas doces que se percebem no nariz provêm dos frutos vermelhos maduros e das castas, não de açúcar residual. É um rosé para quem aprecia frescura e elegância sem doçura artificial.
O Papa Figos Rosé 2023 tem potencial de guarda?
Este rosé é pensado para ser apreciado na sua juventude, quando a vivacidade aromática e a frescura estão no auge. Recomenda-se beber nos próximos 1 a 2 anos. A boa acidez (pH 3,2) e a estrutura das castas ajudam a manter o vinho durante esse período. Conserve a garrafa na horizontal, longe da luz direta.

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